|
É comum as pessoas perguntarem ao profissional: Qual sua
linha de trabalho?
A essa pergunta eu respondo: Meu trabalho é buscar a linha
que entre na sua agulha...
O que
quero dizer com isso?
1.
Que independente do que eu estudei e de minha experiência,
para ajudar uma pessoa eu preciso me sintonizar com o que é
único nela, no momento que ela vive. Por exemplo, se um paciente
tem depressão, o que eu trato não é a depressão,
mas a sua forma singular e específica de viver a depressão.
2.
Que cada pessoa tem dentro de si um estilo de ser, que precisa ser
reencontrado, recuperado e reconhecido. Isso se faz através
de um processo de conscientização e de diálogo.
A meu ver, essa é uma condição para a independência
e para dar à pessoa a capacidade de auto- ajuda.
3.
Que nosso estilo de ser, único e singular, nos acena com
um sentido para nossas vidas que nós podemos contemplar através
de nossas metas e projetos.
4.
Que nossos sintomas e nossas dores, nossos impedimentos e nossas
dificuldades são sinais que nos mostram o nosso caminho evolutivo.
Ouvir essas mensagens é achar nossa direção,
e agir a partir delas é a nossa missão no mundo.
5.
Se superamos nossas questões passamos a trabalhar não
só por nós e por nossa evolução, mas
por todos aqueles que estão ligados a nós, direta
ou indiretamente.
6.
Que o diálogo é condição para que um
projeto não se transforme num engessamento de nossa adaptabilidade
criativa ao nosso ambiente, às circunstâncias, às
necessidades do Outro e ao momento em que vivemos. |