ARTIGO Minha linha aquela que entra na sua agulha...
Pela Dra. Sonia Novinsky
 
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É comum as pessoas perguntarem ao profissional: Qual sua linha de trabalho?
A essa pergunta eu respondo: Meu trabalho é buscar a linha que entre na sua agulha...

O que quero dizer com isso?

1. Que independente do que eu estudei e de minha experiência, para ajudar uma pessoa eu preciso me sintonizar com o que é único nela, no momento que ela vive. Por exemplo, se um paciente tem depressão, o que eu trato não é a depressão, mas a sua forma singular e específica de viver a depressão.

2. Que cada pessoa tem dentro de si um estilo de ser, que precisa ser reencontrado, recuperado e reconhecido. Isso se faz através de um processo de conscientização e de diálogo. A meu ver, essa é uma condição para a independência e para dar à pessoa a capacidade de auto- ajuda.

3. Que nosso estilo de ser, único e singular, nos acena com um sentido para nossas vidas que nós podemos contemplar através de nossas metas e projetos.

4. Que nossos sintomas e nossas dores, nossos impedimentos e nossas dificuldades são sinais que nos mostram o nosso caminho evolutivo. Ouvir essas mensagens é achar nossa direção, e agir a partir delas é a nossa missão no mundo.

5. Se superamos nossas questões passamos a trabalhar não só por nós e por nossa evolução, mas por todos aqueles que estão ligados a nós, direta ou indiretamente.

6. Que o diálogo é condição para que um projeto não se transforme num engessamento de nossa adaptabilidade criativa ao nosso ambiente, às circunstâncias, às necessidades do Outro e ao momento em que vivemos.